terça-feira, fevereiro 14, 2012

Porque sou assim...



Refugiei-me no silêncio.
Para acalmar a minha dor.
Perguntas faço ao meu sentir.
Aos acontecimentos que se atropelam no meu espirito
Fiquei àvida, desmotivada, triste e cansada.
Desprezei a vida, apenas quiz escuridão.
Sofrer sózinha, sentindo compaixão.
Para não cair no abismo, caribaram-me de guerreira.
Não quiz que notassem, nas trevas que entrei.

Os dias e as noites que chorei.
O desgosto da perda de mim se apoderou.
E o pouco do que era restou.
Refugiei-me para me encontrar de novo.
para voltar sorridente, forte como sempre.
Hoje aqui estou, derramando uma lágrima.
Um sorriso, para aqueles que sofrem, e esperam pela morte.
Sinto-me num impasse...Se voltei.
Ou se permanecerei, perdida mais um tempo.
Neste mar de desencontros.
Numa luta de conquista.
Porque não desisto, nunca desesti.
Não desistirei, enquanto viver.
Viverei só para ti.

sexta-feira, junho 17, 2011

Desabafo matinal



Só aceito um tirano e uma unica voz do mundo ( meu selff ) está dentro de mim. E eu tenho que me gramar para o resto da minha vida. Sigo o meu coração, o meu objectivo na vida não é o meu problema, é sim aceitar esses problemas.
É pecado fazer sombra a alguem até numa conversa social. Infelizmente, temos que viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligencia numa espécie de desvantagem perante a vida.
Ser sábio é a gente se fingir de idiota, e teremos o céu e a terra. O problema é que os inteligentes costumam brilhar.
Que Deus os proteja, então dos mediocres, porque tudo isto é um paradoxo angustiante. Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvam problemas, os medíocres os repudiam para se defenderem.
Temos que admitir que de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Há tantos burros a mandar em homens inteligentes que, às vezes, fico a pensar que a burrice é uma ciência.
Hoje agradeço às pessoas que sinto tão perto, e não lhes dedico o tempo que merecem, e aquelas que me amam, e eu não sei, as que tenho a meu favor, e aquelas que sempre me apoiam.
A todas que fazem com que minha vida realmente faça sentido, e a todas, quero dedicar estes pensamentos.
É a ti, que és uma destas pessoas, quero que a vida te sorria, e que a felicidade te acompanhe sempre

segunda-feira, março 14, 2011

Renascer


Renascer a cada rasgo, a cada dor.


A cada morte consumada.


Renascer para viver hoje, agora e daqui a pouco.


Renascer, apesar do cansaço, da ferida.


Do trauma, da desesperança.


Renascer mesmo com a desordem.


O caos. A lama. O medo. A solidão.


Renascer para não morrer, desistir.


Abandonar-me.


Renascer, embora cansada.


E ser a eterna fênix de mim mesma.


Que louco imperativo é a vida

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Fragmentos


Tudo o que eu tenho vivido, tem sido registado, tanto na minha memória, no meu corpo, pelas marcas que deixaram e pelas minhas mãos.

Além do Blog, tenho um caderno de anotações, quase diário, não o é, porque não escrevo todos os dias.

Não sei ainda, de um lado, penso no dia, em que acordarei completamente para a realidade, e que tudo o que estou a viver não me afetará mais.

Há só um caminho a escolher, mas cabe a mim escolher um, se não escolho, serei escolhida.

Hoje escolho o caminho que me faz feliz, primeiro olhar-me, depois oferecer a minha ajuda, como meio de felicidade para quem comigo está.

por fim pensarei, se terei fragmentos da minha vida.

fragmentos de dores..., de perdas..., de ganhos..., de amor..., de amparo de desamparo, de lágrimas de sorrisos, de fugas e de encontros.

Um dia poderei tentar montar esse grande quebra cabeças, que se tornou a minha vida, e talvez o consiga enxergar totalmente montado, preenchido e nesse dia talvez eu compreenda o porquê de cada peça, de cada encaixe, e finalmente entenda a razão de tudo o que vivi e tenho vivido.

É uma possibilidade.

por enquanto sigo o meu percurso, tentando juntar todos os fragmentos que são de eternidade, que fazem parte de uma história de vida única e que não se repetirá.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Hoje voltei a sonhar contigo




Hoje eu voltei a sonhar contigo...


No que vivi, no que sofri e no que sorri.


juntei o passado ao presente.


E pensei no futuro igualmente.


imaginei-te a vir até mim.


Como quem deseja algo sem fim.


Senti-te chegar, senti o abraço forte.


Por momentos eu perdi meu norte.


O teu doce cheiro em que me perdi em dias.


Hoje voltou a reavivar as minhas memórias sombrias.


E o teu jeito mimado de obter carinho.


Hoje, na lembrança, não me deixa estar sózinha.


Oiço a tua voz sem estares perto.


Revejo o passado dum futuro incerto.


Sonhei sentir o teu coração tocar o meu.


E confesso que me senti ir ao céu.

Gosto de recordar apesar de não ser fácil.

Porque me faz odiar esta vida tão frágil.

Que te levou para um mundo além deste.

Mas olha sempre por mim, como um dia prometeste.


Eu desejo o dia em que nos encontraremos novamente.

Porque será o dia mais feliz da minha morte, certamente

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Refúgio


Procuro refúgio nos campos, nas praias, nas montanhas. Eu tenho o costume de desejar ardentemente esses locais de isolamento.
Mas tudo isso é desnecessário, pois em qualquer altura posso refugiar-me em mim mesma.
Em nenhum lugar o ser humano encontra refúgio mais traquilo e calmo que na sua alma, sobretudo se no seu foro íntimo possuir as noções sobre as quais basta inclinar-se para de imediato obter a quietude absoluta, e por quietude entendo nada mais nada menos que a ordem perfeita.
A vida é um calvário. Sobe-se ao amor pela dor, e à redenção pelo sofrimento. Se o seres que mais amo no mundo (viessem) perguntar-me que escolha deveria fazer e qual é o refúgio mais profundo, mais inatacável e mais ameno, eu dir-lhes-ia que abrigassem o seu distino no refúgio da alma que se aperfeiçoa. Porque a vida só se dá a quem se deu, no refúgio do amor, é a única flor que brota e cresce sem a ajuda das estações.Todos os dias nas minhas orações peço a Deus...Senhor envia-me um amor que se infiltre no centro do ser e, de lá, se espalhe pelos ramos da árvore de vida para dar renascimento aos frutos e às flores.
Envia-me o amor que tranquiliza meu coração na plenitude da paz. Todo o acto de amor é uma obra de paz. Se é grande ou pequeno, pouco importa, importa sim é que ele exista.


Dedicado aos meus filhos. Sempre lhes ensinei...Ser homem é fácil, ser um homem é difícil.

Com amor incondicional.

Luisa

sexta-feira, agosto 13, 2010

Escuridão


Estes ultimos meses, tenho andado muito cansada. Os motivos são vários, nem sei como numerá-los, não escrevo já faz algum tempo, e sinto falta. Espero agora voltar a escrever com maior frequência. Bem voltei e espero ficar.

O olhar que gostaria de receber.
O gesto que gostaria de receber.
As palavras que gostaria de ouvir.
Nem tudo é fácil e nem deveria ser.
Porque tudo o que conquistei, paguei cada centavo.
Jamais peço que me entendam.
Não tenho faces e nem bases, mas sou eclética.
justa nem sempre, quem é em todas as ocasiões?
O olhar, gesto e palavras são tudo no meu mundo?
Os sonhos que não se concretizam também são?
O simples tentar vai-me fazer feliz.
Pois é o primeiro gesto da felicidade.
É justamente a luta para encontrá-la

quarta-feira, junho 09, 2010

DÔR


Passo em claro as noites a chorar.
Dia a dia, teu rosto empalidece.
Faze tu, pobre amor, por serenar.
Pobre resignação sobre mim desce.

Rochedo que a penumbra desvanece.
Tu, por acaso, não lhe podes dar.
Um pouco desse frio que entorpece.
O meu coração, e te deixo descansar.

jamais! não há remedio, nem as horas.
Que passam, toda a noite fria, procuro.
Tua sombra, no chão, é mais escura.
Sofro! E sinto bem a minha dôr.

Como se fosse um beijo, acêso amor.
Vou-te aquecendo, ao longe a sepultura.
A tua ausência tem um elemento de vazio.
De quando começou, ou se houve.
Um tempo que não existiu.
O meu passado, pouco iluminado.
Dá para perceber!!!
Novas épocas, de dôr

terça-feira, junho 08, 2010

Permaneci


Luto, persigo um destino que me sorri cautelosamente de longe.
Permaneci onde me deixaste, quando decidiste partir. Os teus olhos já presos no infinito.
Outros, a tua mão já em outra mão, disseram-me que o teu coração voara. Tocava agora o arco-íris planavas num céu apetecido, e a tua aventura revestiu-me de tristeza. Lá fora, as multidões inquietam-se nos passeios mudos. Nas varandas, flores coloridas sorriem para mim, embaladas por este morno sol de Junho. E até os cães vadios se passeiam sem destino por entre este rodopiar da vida. É a vida a acontecer lá fora, é a vida que desaprendo, só nesta casa quase nua, fria...É a vida a morrer cá dentro

terça-feira, março 23, 2010

Solidão


Eu sou solidão de dia quando acordo e à noite quando durmo. Eu sou solidão ao meio dia e nas horas impróprias.
Eu sou solidão disfarçada, forçada numa máscara que a todos convecem. Eu sou solidão e seus genéricos; porque também sou tristeza e angústia e sendo assim conheço o meu íntimo.
Sei até que altura Deus está, porque essa é a altura da minha fé. Posso ir para qualquer lugar, porém o lugar que eu mais gosto de estar é dentro de mim, onde posso abraçar-me por inteira, reconhecer-me como mulher, certa, absoluta...à espera do que um dia foi e que logo será.
Vivendo um amor quaze imaculado, coexistente com o funcionamento de todos os sentidos.
Aquele que um dia tocou meu coração, mas não tocou a minha alma, e aquele que tocou minha alma não consegue tocar meu coração.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Sorriso




Hoje encontrei vida. Encontrei um olhar profundo, um olhar marcante. Encontrei um sorriso, a serenidade e os sonhos de um viajante,


Meu ego dizia...Diz-me então por onde viajas. É fantasia.


Viajaras tu por entre a magia? Ou viajas por sonhos de criança onde tudo dura o suficiente para haver esperança?


A esperança nunca deixou de existir, no olhar de uma menina que sabia sorrir. Esse olhar hoje sorriu novamente, e trouxe a maior verdade em mim existente. Perguntei a mim mesma? Define-me então a menina que há em ti. Essa tal menina que hoje sorri.


Será um sorriso que se tornará constante, ou um sorriso de apenas um instante?


O olhar sorri constantemente, mesmo que a alma o lamente. É este o que vesti hoje. É o sorriso mais verdadeiro que possuo, o mais real, o mais puro.


Assenta bem o sorriso a essa menina feita mulher, é o meu desejo é que ela sorria quando quiser. Mesmo o meu ombro servindo para a apoiar. Quando a menina quiser chorar.


A esse ombro é do ser mais especial que tenho na vida. É um amigo. E esta é uma palavra sentida, um anjo feito homem, um homem feito poeta.


Que me deu vida e me ensinou que a amizade pode ser perfeita!


O mundo é igual a nós mesmos e sempre será assim...

Não adianta falar no fìm do mundo quando seremos nós a ditar o seu fím.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Escrever


Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido.

Escrever, é estar no extremo de mim mesma.


Sou uma passageira...Embarco e desembarco sem saber qual é o instante em que realmente sou eu mesma. Sou sonho...a matéria é um empréstimo, o sonho é eterno e permanece...Decidi fazer do que é real, uma ilusão e, da minha ilusão a minha mais verdadeira realidade...

Seria como tingir a água de azul, por instantes desejar que as minhas mãos sejam flores e poder sentir o beijo do beija flor.

Já que conheço o ruido de um tiro, nego aceitá-lo, prefiro ouvir, o que conversam as árvores, no outro dia diziam elas, que as estrelas são as flores que bordam o céu...

Imaginação, loucura, ilusão.

Prefiro assim...



ADMITE!


Tu desejas tudo o que eu desejo.

Sente!

Que eu sinto o mesmo quando te vejo.

Acorda!

Estamos a lutar contra o inevitável.

Tu sabes!

Conheces o único final possível.

Assume!

Que cada palavra é uma verdade.

Desabafa!

Fala-me dessa tua vontade.

Explica!

Porque tentas fugir do teu caminho.

Reage!

Transforma essa escuridão em brilho


Vagueamos ambos por um labirinto...Sabes?

quinta-feira, janeiro 14, 2010

HINO DA NOITE


Diz-se que a solidão torna a vida num deserto.
Mas quem sabe viver com a sua alma.
Nunca se encontra só.
A alma é um mundo, um mundo aberto.
Cujo átrio, a nossos pés, de pétalas de junco.

Mundo vasto que mil existências povoam.
Imagens, concepções, formas do sentimento.
Sonhos puros que nele em beleza revoam.
E ficam a brilhar, sóis do seu firmamento.



Nem lutas, nem paixões, ideais serenidade.
Em que o tempo se esvai sob o encanto da hora.
O passado e o porvir são ansias e saudades.
Só no instante que passa a plenitude mora.

É na solidão que a alma se revela.
Como uma flor nocturna as pétalas abrindo.
A uma luz, que é talvez o clarão duma estrela.
Talvez o olhar de Deus, de astro em astro caindo.

Na vertigem que a vida exalta e desvaria.
Pára alguém para ouvir um coração que se debate.
No seio mais formoso, o olhar que se extasia.
Vê o mundo que nele em ânsias se debate?

terça-feira, dezembro 29, 2009

Amanhecer


Hoje fui madrugada desmaiada.
E fui traço impreciso.
Desenhado a negro.
Em tela escura.

Hoje fui sol sem o fulgor de outros sóis.
Os braços timidos feridos de desumanidade.
O sorriso debruado a mágoa.
O olhar sulcado de riachos.

E vi também sonhos.
Em túmulos de incredualidade.
Escutei o desabar do meu sofrer.

Ainda hoje serei lua.
Desenfeitada de luz.
Estrela pálida cinzelada no horizonte.
A aguardar o ribombar da dor.
E o acordar da aurora estiolada em mim.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Alma minha


Por um instante.
Destingui-te além.
Envolto em azul e ouro.
E aroma da terra molhada.
E nesse instante pulsante de eternidade.
Rememorei-te em teias de luz distante.
Inflamada de momentos.
da dor da tua ausência.

deslaço-a em mim.
Colo de quimeras mil.
Porque...
Na tua ausência.
A dor é pilar em mim.
E então foste broto.
Que a brisa embalou.
A vida mutilada.
Que a morte usurpou.
No chão da vida.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Silêncio


O silêncio cai. Exprimindo mais sentidos do que aqueles que alguma vez conseguirei descrever. E, no entanto, a mágoa não sai. Permanece nos locais mais escondidos. Perfurando todas as extremidades do meu ser.
Ao meu lado, a chama não se apaga.
E a busca perdida de um amado. A que a natureza permite a entrada, não deixa que o desespero se afogue.
Não somos nós também feitos de água? Então deixemos que a pureza nos atinja. Que se, de alguma forma, ela afasta a mágoa. É meu direito pedir-lhe que não fuja.
E no ar ficou a dor e o vazio. Um gosto amargo na boca, Um buraco no peito.
É onde mora a saudade da falta que ele me faz!
O silêncio cai.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Se eu chorar


Se eu chorar, não tenhas piedade, nem compaixão, porque é um sentimento lindo. É o extremo de um poeta, que seria de nós, se não tivéssemos o pranto como companheiro, a lua e o sol como rima.
E a solidão como sina?
Que seria de nós poetas, se apenas rissemos, ora, ora, rir. Todos riem, se apenas aplaudissemos, aplaudir todos aplaudem, mas poucos têm a grandiosidade de mostrar o seu pranto.
Se eu chorar sei que me ouvirás, se eu fracassar, tua mão me estenderás.
Fica comigo, aqui, quietinho, houve meu pranto como das criançinhas.
Ouve meu silêncio, sou como o pássaro que se delicia com a água do pranto do seu banho.
Sou como as aves que batem as asas felizes ao encontrarem-se.
Senta-te a meu lado, acaricia-me como a um cãozinho feliz ao chegar o seu dono.
Se eu ainda chorar.
Chora um pouco comigo, quem sabe se não é do teu pranto que tanto preciso?
Se não conseguires, não te vás, tem pelo menos a delicadeza de esperar.
Quem sabe se ao te ver, meu delirio possa acordar, e um sorriso te possa dar.
Então terá valido a pena esperar.
Mas, se eu chorar ainda mais, não fujas, fica.

sexta-feira, setembro 25, 2009

2ª parte de palavras de sempre

Ó Deus, reconheço-te nas provações por que estou a passar.
Permite, ó Deus, que a tua satisfação seja a minha satisfação.
Que eu seja a Tua alegria, aquela alegria que um pai sente por um filho.
E que eu me lembre de Ti com tranquilidade e determinação.
Mesmo quando é difícil eu dizer que te amo.

terça-feira, agosto 04, 2009