E noite, uma noite sem lua. Os únicos clarões no horizonte luzeiros são os da minha alma.
Por entre as dores da minha alma construídas sobre estacas, percorro os trilhos do meu espírito.Fico só, em casa, à luz de um candeeiro que ilumina meu rosto triste. Apesar da noite no exterior exibe os seus argumentos, e após a caminhada do meu espirito, por caminhos tormentosos, e veredas, sob pedras, poeira e terra, este encontro e o calmo ambiente, convida-me, a sentar no frio chão de madeira, a esperar pelo que aconteça. Mas não acontece nada.
Parece que, indiferente à minha presença, deixam-me entregue a mim própria e aos meus desígnios, e sou levada a sair. Os candeeiros da rua fere os meus olhos e obriga a semicerrar ligeiramente as pálpebras, protegendo-os da agressão. Caminho através das ruas de Sintra.
Várias pessoas surgem repentinamente e seguem-me por algum tempo, Riem-se muito e quando paro, escondem-se umas atrás das outras. Alguns, mais atrevidos, gritam algo, apontam, mexem, e logo desaparecem à minha frente numa alegre e despreocupada correria. Com esta panorâmica, meu coração amolece, depois de galgar as ruas de Sintra de lés-a-lés, tive a noção de como A vila é linda, é um caso raro de cuidada simbiose entre o antigo e o moderno em Sintra. Uma preciosidade. Claro que voltei para casa e, nesses momentos pensava que teria que marcar uma entrevista, a sós comigo mesma. Precisava primeiro dum sono reparador...Olho vivo, a maldade está em toda a parte!
Suspirei, e traduzi em forma sublime de verso: O oriente surgido do mar/ Ó minha ilha espiritual/ perfume solto no oceano dos meus sentimentos/ Como se fosse em pleno ar.
O menino Jesus espertalhão:
Há 2 meses



